Perdida no espaço
Enfim, na tentativa de aliviar certas tendências suicidas e talvez de acabar com a solidão, as páginas virtuais de mais um novo blog se abre. Mas que fique bem claro, isso não é um blog, não é para ser lido, não é para ser comentado, é somente um espaço que substítui as conversas reais que faltam no meu dia-a-dia. Isso parece papo de gente solitária ou que se finge da mesma, mas às vezes é isso mesmo, por mais que tentamos fugir da realidade, ou mudar de assunto, ou alugar um filme, ou dar uma volta no quarteirão, ou ficar horas tentando entender as regras básicas de se abrir um free space num dashboard googlerizado, nada nos afasta do triste sentimento de estar só. E sentir só pra mim hoje, não é somente o fato físico de estar sozinho e sim a sensação que a palavra provoca, como gotinhas de desespero que se mergulham num poço de desilusão. Enfim, hoje estou recorrendo ao que eu consigo fazer de mais rápido e eficiente, e dessa maneira vou eliminando some skeletons out of the closet, one word at a time.

