A riqueza que nós temos ninguém consegue perceber.
Primeiramente eu quero deixar bem claro que eu sempre me orgulhei imensamente de ser brasileira, sentimento que ficou cada vez mais evidente com o passar dos anos fora de casa. Mas infelizmente esse sentimento ás vezes se torna um sentimento de revolta, de vergonha, por atitude de certos brasileiros e isso sem falar nas centenas de cagadas que diariamente os nossos governantes cometem.
Hoje não venho falar de escândalo financeiro, corrupção ou tráfico de drogas. Clichês básicos em matérias de qualquer jornal no nosso País. Infelizmente não bastasse toda a merda que existe na nossa polícia, no nosso governo, ainda vemos cenas de "desamor" humano. Desamor; falta de amor, desprezo, aborrecimento. Essas são as palavras que caracterizam uma pessoa que não ama. O que dizer de uma mãe que joga seu filho que acabou de nascer dentro de um rio em um saco plástico?
Seria desamor e ódio? Ódio; aversão, raiva, rancor profundo, antipatia, repulsão, horror. Palavras que caracterizam um sentimento tão grande de horror, que somente criamos quando alguém nos fez algo que realmente não conseguimos entender ou até mesmo perdoar. Como então usar desses sentimentos para um filho que acabou de nascer?
Para uma criança nascer ela teve que passar por um processo de crescimento que dura em média nove meses. Isso todos nós sabemos. Eu não quero dar exemplos e tenho minhas próprias opiniões referente a esse assunto, mas até que ponto o aborto é errado, para se chegar em uma tentativa de assassinato como essa?
Eu não sou mãe. Já passei pela experiência de engravidar e infelizmente perder a gestação. Durante quase seis meses eu convivi com o sentimento de como que vai ser o meu filho, como será sua voz, qual o nome que devo escolher, será que vai ter a cara da mãe ou do pai. Coisas que devem passar na cabeça de cada mulher desde o momento que descobrem que vão ter um bebê.
Mais difícil que receber o diagnóstico de que infelizmente meu neném não teria muito tempo de vida, foi escolher entre ter que tirar a criança ou esperar que ela viesse a falecer. Sim, essa decisão partiu de mim. Naquele momento eu não conseguia imaginar qual seria a melhor decisão a ser tomada. Nenhuma delas me colocariam meu filho nos meus braços com vida. Resolvi esperar. Não somente porque não tive coragem de decidir de outra maneira, mas também por acreditar em um Deus que escolhe a hora para que tudo aconteça.
Isso tudo passou mas até hoje quase seis anos depois eu ainda fico a imaginar como seria o meu neném, como seria sua voz. As vezes em casa eu fico a imaginar que ali naquele momento teria uma criança de cinco anos correndo para lá e para cá. Fico a pensar como seria minha vida se nada disso tivesse acontecido. Com certeza esse blog não existiria. Esse tempo seria dedicado para a pequena Laura. Mas existem coisas que não nos cabe imaginar ou entender, mas apenas aceitar. O que não nos mata, nos deixa forte.
Por isso que não consigo imaginar sair do hospital com minha filha nos braços, depois de nove meses, depois do trabalho de parto, com os seios cheios de leite, depois de todos os dias de convívio, depois de decorar o quarto em casa, ir direto para um rio, coloca-la em uma sacola de supermercado e joga-la na água?
E inaceitável a atitude de uma pessoa que faça algo assim. Não quero chamar a mulher que deu a luz a essa criança de mãe. Pois mãe é; mulher caridosa e desvelada, fonte de amor, origem, causa. Não uma pessoa que esperou os nove meses, e planejou da saída do hospital assassinar sua criança. E não vou chamar nem de animal. Pois até mesmo os animais na sua falta de conhecimento racional, possuem o instinto materno necessário para cuidar de seus filhotes e livrá-los do mal.
E o que pensar da vida hoje depois de tudo isso? O que pensar do mundo em que vivemos? Onde nem mesmo um recém-nascido, prematuro tem direito de viver. O que esperar de uma atitude de uma pessoa como essa? Isso são características de uma pessoa desapiedada. Que não tem piedade, inexorável, cruel, e desumana. Eu nem sei qual seria a pior forma de castigar essa mulher. Tenho certeza que de certa maneira ela já recebeu o seu castigo, e de modo tão sublime, perene e simples; o neném esta vivo. E durante um bom tempo, quando ela estiver na cadeia, sozinha, com frio, quando o leite do seu seio empedrar e no meio das dores e da febre, tenho certeza que ela irá lembrar-se da filha que ela quase matou. E isso vai doer. Ou não. Mas felizmente "quase" nesse caso não mata ninguém.
Eu não consigo entender. Não quero levantar bandeira do que é certo ou errado, e nem quero julgar a atitude de ninguém. Mas jogar seu filho no lago nunca vai ser o fim dos problemas, mas sim o começo de muitos. Isso é apenas mais um reflexo do mundo cão em que vivemos. A nossa vida não tem valor. Nem as mães amam.
Hoje estou muito decepcionada, não por ser brasileira apenas. Mas por ser bicho-homem racional, e por tudo que hoje temos e sabemos, mas que de nada serve. "E de pensar nisso tudo, eu mulher feita tive medo e não consegui dormir..."
Hoje não venho falar de escândalo financeiro, corrupção ou tráfico de drogas. Clichês básicos em matérias de qualquer jornal no nosso País. Infelizmente não bastasse toda a merda que existe na nossa polícia, no nosso governo, ainda vemos cenas de "desamor" humano. Desamor; falta de amor, desprezo, aborrecimento. Essas são as palavras que caracterizam uma pessoa que não ama. O que dizer de uma mãe que joga seu filho que acabou de nascer dentro de um rio em um saco plástico?
Seria desamor e ódio? Ódio; aversão, raiva, rancor profundo, antipatia, repulsão, horror. Palavras que caracterizam um sentimento tão grande de horror, que somente criamos quando alguém nos fez algo que realmente não conseguimos entender ou até mesmo perdoar. Como então usar desses sentimentos para um filho que acabou de nascer?
Para uma criança nascer ela teve que passar por um processo de crescimento que dura em média nove meses. Isso todos nós sabemos. Eu não quero dar exemplos e tenho minhas próprias opiniões referente a esse assunto, mas até que ponto o aborto é errado, para se chegar em uma tentativa de assassinato como essa?
Eu não sou mãe. Já passei pela experiência de engravidar e infelizmente perder a gestação. Durante quase seis meses eu convivi com o sentimento de como que vai ser o meu filho, como será sua voz, qual o nome que devo escolher, será que vai ter a cara da mãe ou do pai. Coisas que devem passar na cabeça de cada mulher desde o momento que descobrem que vão ter um bebê.
Mais difícil que receber o diagnóstico de que infelizmente meu neném não teria muito tempo de vida, foi escolher entre ter que tirar a criança ou esperar que ela viesse a falecer. Sim, essa decisão partiu de mim. Naquele momento eu não conseguia imaginar qual seria a melhor decisão a ser tomada. Nenhuma delas me colocariam meu filho nos meus braços com vida. Resolvi esperar. Não somente porque não tive coragem de decidir de outra maneira, mas também por acreditar em um Deus que escolhe a hora para que tudo aconteça.
Isso tudo passou mas até hoje quase seis anos depois eu ainda fico a imaginar como seria o meu neném, como seria sua voz. As vezes em casa eu fico a imaginar que ali naquele momento teria uma criança de cinco anos correndo para lá e para cá. Fico a pensar como seria minha vida se nada disso tivesse acontecido. Com certeza esse blog não existiria. Esse tempo seria dedicado para a pequena Laura. Mas existem coisas que não nos cabe imaginar ou entender, mas apenas aceitar. O que não nos mata, nos deixa forte.
Por isso que não consigo imaginar sair do hospital com minha filha nos braços, depois de nove meses, depois do trabalho de parto, com os seios cheios de leite, depois de todos os dias de convívio, depois de decorar o quarto em casa, ir direto para um rio, coloca-la em uma sacola de supermercado e joga-la na água?
E inaceitável a atitude de uma pessoa que faça algo assim. Não quero chamar a mulher que deu a luz a essa criança de mãe. Pois mãe é; mulher caridosa e desvelada, fonte de amor, origem, causa. Não uma pessoa que esperou os nove meses, e planejou da saída do hospital assassinar sua criança. E não vou chamar nem de animal. Pois até mesmo os animais na sua falta de conhecimento racional, possuem o instinto materno necessário para cuidar de seus filhotes e livrá-los do mal.
E o que pensar da vida hoje depois de tudo isso? O que pensar do mundo em que vivemos? Onde nem mesmo um recém-nascido, prematuro tem direito de viver. O que esperar de uma atitude de uma pessoa como essa? Isso são características de uma pessoa desapiedada. Que não tem piedade, inexorável, cruel, e desumana. Eu nem sei qual seria a pior forma de castigar essa mulher. Tenho certeza que de certa maneira ela já recebeu o seu castigo, e de modo tão sublime, perene e simples; o neném esta vivo. E durante um bom tempo, quando ela estiver na cadeia, sozinha, com frio, quando o leite do seu seio empedrar e no meio das dores e da febre, tenho certeza que ela irá lembrar-se da filha que ela quase matou. E isso vai doer. Ou não. Mas felizmente "quase" nesse caso não mata ninguém.
Eu não consigo entender. Não quero levantar bandeira do que é certo ou errado, e nem quero julgar a atitude de ninguém. Mas jogar seu filho no lago nunca vai ser o fim dos problemas, mas sim o começo de muitos. Isso é apenas mais um reflexo do mundo cão em que vivemos. A nossa vida não tem valor. Nem as mães amam.
Hoje estou muito decepcionada, não por ser brasileira apenas. Mas por ser bicho-homem racional, e por tudo que hoje temos e sabemos, mas que de nada serve. "E de pensar nisso tudo, eu mulher feita tive medo e não consegui dormir..."

