On this side of the Universe.

sexta-feira, novembro 04, 2005

Friday.


A cabeca nao para o relogio dispara o dia amanhece parece que ainda escurece o corpo que nao esquece a vontade que so cresce os sentidos nao adormecem e o medo aparece o desejo eh mais intenso sinto a falta dos seus dedos e o meu peito que dispara ao lembrar da sua cara emaranhada nos meus cabelos que esta junto aos seus pelos que me cobrem de calor tenho que ir vou perder o elevador. Saco. Esqueci a carteira.

Kurt Halsey is a genious.

quinta-feira, novembro 03, 2005

Um doce pelo seu segredo.

Eu estou tendo um caso.
Sim eu confesso.
Um caso com postsecret.com
Eu simplesmente amo os postcards.
Simplesmente amo o site.
Amo a idéia de que são de verdade, e que ali está o segredo de alguém.
Todo mundo tem um segredo, ou alguma coisa que ninguém pode saber.
Vívemos no nosso mundinho onde tudo tem que ser perfeito.
Todo mundo tem algo para esconder.
Deve ser por isso que eu amo tanto esse site.
Ali o segredo vira uma mensagem na forma da arte.
Esse site até então era o meu segredo.
Preciso manter a minha imagem de good girl.
Shhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh....

Um dia de cada vez.

As coisas estão cada vez melhor. A energia voltou na minha casa depois de oito dias de banho gelado. Tinha até me esquecido como a os dedos da mão se enrugam mais fácil com água quente. Os postos de gasolina estão operando em quase todos os lugares, isso depois de ter passado oito horas na fila de um posto shell. O trabalho anda rápido aqui, mas tem muita coisa que ainda precisa ser feita. Fico feliz porque descobri um lado que antes não conhecia. Descobri que em momentos de perda, de fome, de sede nada nos distância da verdade que somos apenas humanos, iguais, com as mesmas necessidades. Nas filas de água e de gelo que enfrentávamos todos os dias, pude perceber que nos olhos das pessoas existia uma necessidade de serem vistos, que suas histórias fossem escutadas e assim dividíamos as dores e as horas passavam mais rápido. Na fila, eu, e outras pessoas esperávamos muito mais que água ou um saco de gelo, mas que alguém nos visse, percebesse que estávamos ali, sem máscaras. E a água servia como compaixão, como mostra de que alguém ainda se preocupa, de que somos importantes, independentes de cor, raça ou credo, ou até mesmo em terra estranha. Fiquei uns trinta minutos no banho, nem me lembrava da fila da água mais. Eita vidinha idiota a nossa.

terça-feira, novembro 01, 2005

E foi assim...

Dia 24 de manhã eu fui acordada por um barulho de vento horrível na minha janela, já sabíamos que o inevitável estava para acontecer. Agora era só esperar. Os ventos eram fortes para somente os primeiros minutos das quatro horas que viriam pela frente. Fui na sala ver o que estava acontecendo lá fora, e de cara percebi que o vento era tão forte que seria quase impossível que não estourasse a janela. Dito e feito. O pessoal de casa ainda tentou segurar, empurrar, mas de nada adiantou. Imagine meu desespero ao olhar minha sala com a janela levada pelo vento, as cortinas voando pelo lado de fora e a chuva molhando metade da minha sala? Naquele momento o medo veio e não foi mais embora. Isso eram oito horas da manhã. O que vinha pela frente seriam momentos de muita expectativa, por vários momentos eu imaginei que todas as janelas seriam levadas e que a minha sala voaria para fora. Em oito anos de Flórida eu nunca vi nada parecido com aquilo. E olha que todo ano a previsão é de pelo menos uns quinze furacões, mas esse Wilma veio para calar a boca de muita gente que sempre duvidou de que isso fosse acontecer aqui com a gente. E aconteceu. Das sete da manhã ao meio-dia, as paredes tremeram de forma a parecer um terremoto, as janelas ficaram por um milagre de Deus, todas as árvores caíram, postes caídos, casas sem telhados, postos de gasolinas destruídos, enfim minha cidade parece um campo de guerra. Do lado de dentro de casa a gente acompanhava a força do vento, as coisas voavam na nossa frente como se fossem folhas e olha que eu estou falando de calhas, pedaços de madeiras. O vento brincava com tudo e dava sinais de não ir embora tão cedo. E ali ele ficou. Cinco horas. E meu coração parecia que não ia aguentar mais. Fui no banheiro, orei, chorei, ninguém viu. Senti medo de morrer, de perder as pessoas que ali estavam comigo, de não ter como nos ajudar. Ali estávamos, powerless, totalmente sem poder de nada. O que restava era esperar. O pior ainda estava por vir. Da janela da minha sala tudo parecia estar sobre controle.Do lado de fora tudo era pior do que eu imaginava.

domingo, outubro 30, 2005

Nem sei por onde começar...

Gente...É tanta coisa para se falar que realmente nem sei por onde começar. Levando em consideração os 7 dias sem energia e a confusão que está aqui já da para se ter uma base. Quero antes de mais nada agradecer aos emails que recebi durante esse tempo, fico muito feliz em saber que tem gente que ainda se preocupa comigo!!!! Hoje posso garantir que estou bem e que o pior já passou. Dia trinta e um já começo a trabalhar (e terei acesso a internet novamente!!!!!) e assim terei tempo de colocar o racíocinio no lugar e contar (ou tentar resumir) tudo o que aconteceu. Beijo grande para todos...C ya !!!

*Mas antes de ir embora; depois de ficar esse tempo afastada de tudo e todos e sem muitas notícias do mundo, me diz se não é maravilhoso abrir a internet e ter uma notícia como essa?
- Corinthians empata com Vasco e segue tranqüilo na liderança
Com ou sem Wilma ainda é ótimo ser corinthiana!!!!!!!!