Faz horas que eu estava afim de falar alguma coisa referente as indicações do Grammy. Algumas obvias demais e outras que me fazem virar os olhinhos. Chata que sou, nao seria novidade nenhuma criticar e criticar. Na edição dessa semana da revista Rolling Stone, (diga-se de passagem a melhor fonte de informação musical na minha opinião) vem com uma cartilha de A a Z, com todas as informações referente as indicações ao Grammy. Nenhuma novidade encontrar na lista de "Best Alternative Music Álbum" o grupo Death Cab for Cutie. Com suas musicas tocando na VH1 Jump Start toda manha e tocando sem parar em college radios nao fica dificil de entrar na competicao. Nenhuma novidade também a banda Fall Out Boy ser indicada para "Best New Artist. Durante um mês inteiro o grupo segurou a primeira colocação, no programa mais teenpop da televisão americana. E para todos os que acompanharam o mundo da musica no ano passado sabem de cor e salteado que o ano foi de Kanye West. Nao somente pelo sucesso explosivo do cd "Late Registration", mas também pela sua visão ideológica que colocou o artista no alvo da mídia. Seguido de Kanye West o ano também foi de artistas que estavam quase esquecidos pela Billboard. E assim Mariah Carey reemerge at the scene (infelizmente) com um trabalho super produzido, cheio de colaborações exclusivas e seu cd se torna platinum em apenas algumas semanas. O ano também foi do Foo Fighters, com um cd politizado, cheio de mensagens referente ao atual governo, e pau-a-pau com a banda de Chris Martin que nao teve tanto sucesso quanto o cd anterior, mas Coldplay é Coldplay . E como de costume sempre existe aquela banda que você olha e pensa; "what the hell", e nesse caso (na minha opinião) fica para a banda Rolling Stones. Nao adianta ninguém tentar provar, olhar nos livros, e me contar historias ou fazer comparacoes. Mais do que ninguém eu entendo e sei o sucesso de uma banda do tamanho (e tempo de vida) dos Rolling Stones. O ultimo cd da banda, "A Bigger Band" foi considerado um dos melhores feitos pelo grupo ate hoje. Os críticos podem avaliar o sucesso de um artista pela qualidade musical atual, comparada com álbuns feitos durante os anos de carreira desse mesmo artista. Hoje em dia devido ao fato do processo de mixagem e acesso aos melhores estúdios e produtores, nao fica muito difícil para qualquer banda "produzir" um bom cd. Diga-se entao o que uma banda com tanta experiência feito os Stones podem fazer. De qualquer maneira, o cd pode ser bom, pode ser sold out nas lojas, ou ter a maior venda das bilheterias de casas de shows, mas eu ainda nao entendo como uma pessoa tao velha e decadente como o Mick Jagguer consegue usar as mesmas calcas apertadas, fazer as mesmas caras e bocas e ainda namorar uma menina quase trinta anos mais jovem. O poder da frase rock star. A verdade é que rock n roll nao tem idade. E no caso de Mick Jagger é verdade. Mas feliz mesmo é quem no ano passado pode participar de um pedaço da historia musical de uma banda que continuam juntos and rocking the hell of everybody; o ano passado também foi da banda irlandesa U2. Diferente da idéia proporcionada por bandas como os Stones e muitas outras, o show da banda U2 é muito mais que um show, its a experience. Onde rock meets soul, gospel, e tudo se torna em um grande ponto de referencia do que somos como pessoas, num mundo onde o rock n roll nao oferece nada mais que momentos de vaidade e reafirmação pessoal. Os meus dedos estão cruzados. A banda esta com cinco indicações e acho impossível depois de um ano tao formidável eles irem embora de maos abanando. Mas no mundo do showbizz as pernas da Mariah Carey falam mais aos olhos, do que as frases de um vocalista messiânico que prega a necessidade de paz e amor entre as pessoas. Sete e cinqüenta e seis, daqui a pouco começa. Tem muita coisa que eu estou afim de ver. Shhhhhhhhhhhhhhh porque a Madonna vai cantar.