On this side of the Universe.

sexta-feira, setembro 16, 2005

Dos deveres fundamentais.

Hoje mais do que nunca eu vejo que Brasília nada mais é do que uma grande escola, e primária ainda. Pois quando alguém faz algo de errado chama-se o diretor (Conselho de Ética) para dar uma bronca no aluno que aprontou, e raramente se coloca de castigo.
Então que fique bem claro, como qualquer escola existem regras básicas de direitos e deveres e aqui está um pequeno lembrete de como as coisas devem funcionar antes de se pensar em fazer alguma travessura.

Dos deveres fundamentais:

I – promover a defesa do interesse público e da soberania nacional;
II – respeitar e cumprir a Constituição, as leis e as normas internas da Casa e do Congresso Nacional;
III – zelar pelo prestígio, aprimoramento e valorização das instituições democráticas e representativas e pelas prerrogativas do Poder Legislativo.

Acho que as três primeiras já estão de bom tamanho.

Eu e minha boca.

Ricardo Izar passa muito obrigado, é o que diz a família do presidente do Conselho de Ética. Para os que não sabem Ricardo levou um tombo e machucou a perna, e no fundo eu acho que a culpa é minha, pois ontem eu disse que se preciso for para que justiça seja feita quebraria algumas pernas. Tudo para o bem da nação...

quinta-feira, setembro 15, 2005

313 razões para um futuro melhor.

Aplausos, aplausos, aplausos...e lágrimas no senado e foi assim, que Roberto Jefferson por um instante se imortaliza na história política do País, mas não somente pelos seus 23 anos de carreira, mas sim por causar um dos maiores escândalos já visto desde a era Collor e assim tirando a paz de muitas pessoas como nunca antes. Quem diria que depois daquela entrevista dada a Folha tudo fosse render tanto pano pra manga, ou melhor tanto papel para CPI disso e daquilo. Várias são as questões referentes a denúncia e o porque de Jefferson ter denunciado, para mim ele não passa de uma pessoa, que sentiu o peso nas costas de tamanho esquema fraudulento, e simplesmente tentou virar o jogo criando um imagem de "vítima", e assim tentar fugir das denúncias que pesavam contra ele. E o senado se tornou um palco para dramalhões e discursos revolucionários, e como se tudo não fosse o suficiente, Jefferson tenta criar uma imagem de Robin Hood pós-moderno, só que ele se esqueceu que Robin Hood dava para os pobres, ele não mantinha na sua própria conta bancária. E ontem mais uma vez, os holofotes se viram para Roberto Jefferson e em meio a um silêncio proposital seu discurso se torna um mar de agradecimentos e uma despedida memorável, muitos ficaram de pé para aplaudir tão sincero lamento. Não faltaram as críticas ao governo Lula e por isso mais uma vez foi aplaudido de pé como se ele fosse o único brasileiro irritado com as viagens do presidente. Com a cassação de Jefferson abre-se a chance para mais cassações ou até mesmo possíveis renúncias para evitar maiores "injustiças". Será que a cassação de Jefferson é o suficiente para comemorarmos ? Precisamos esperar para ver, e que esse seja apenas o começo para uma mudança necessária e definitiva no sistema político do Brasil. As cortinas foram abertas, o primeiro ato acabou, passamos por um interlúdio e segue-se agora a sequência para um desfecho mais que aguardado. Pelo menos seria assim se tudo seguisse a lógica de uma encenação, mas como política não tem lógica vamos torcer para que tudo não vire uma grande pizza e que justiça seja feita. Mesmo que eu tenha que desejar merda ou quebrar algumas pernas para um grand finale digno de aplausos sem fim.

quarta-feira, setembro 14, 2005

Perdida no espaço

Enfim, na tentativa de aliviar certas tendências suicidas e talvez de acabar com a solidão, as páginas virtuais de mais um novo blog se abre. Mas que fique bem claro, isso não é um blog, não é para ser lido, não é para ser comentado, é somente um espaço que substítui as conversas reais que faltam no meu dia-a-dia. Isso parece papo de gente solitária ou que se finge da mesma, mas às vezes é isso mesmo, por mais que tentamos fugir da realidade, ou mudar de assunto, ou alugar um filme, ou dar uma volta no quarteirão, ou ficar horas tentando entender as regras básicas de se abrir um free space num dashboard googlerizado, nada nos afasta do triste sentimento de estar só. E sentir só pra mim hoje, não é somente o fato físico de estar sozinho e sim a sensação que a palavra provoca, como gotinhas de desespero que se mergulham num poço de desilusão. Enfim, hoje estou recorrendo ao que eu consigo fazer de mais rápido e eficiente, e dessa maneira vou eliminando some skeletons out of the closet, one word at a time.